Eu torço, me emociono, compro, falo sobre – eu tenho orgulho da Revista Traços, mesmo sem nunca ter trabalhado lá. Olho cada exemplar como um estandarte do poder do Jornalismo: algumas páginas juntas que podem comunicar, transformar vidas e movimentar a cultura de uma cidade. Pra quem não conhece, essa revista impressionante tem na cadeia produtiva sua grande força. Ela é distribuída por pessoas que moram na rua, que são cadastradas como Porta-Vozes da Cultura e recebem parte da remuneração que arrecadam com as vendas. Com a Traços, essas pessoas ganham uma fonte de renda e uma rede de apoio, porque o pessoal da revista ajuda a turma a se profissionalizar, ganhar auto-estima, se organizar pra melhorar de vida. A força que nasce disso também toca a gente, que consome a revista. Abre brecha pra cada leitor minimamente conviver e conhecer essas pessoas que podem tão facilmente ficar invisíveis – especialmente numa cidade como