O-b-r-i-g-a-d-a!

Em 14 de fevereiro de 2018 por Carolina Nogueira

  Meu amor de carnaval este ano foi Brasília inteira. É que aquela alegria de viver tipicamente carnavalesca, que brota no peito da gente segundos depois de dançar abraçado ou cantar junto com um solene desconhecido metido numa roupa ridícula, em mim transbordou numa vontade incontrolável de andar e andar pela cidade afora. No dia do Vai Quem Fica, andei oito quadras fantasiada, atravessei o Eixão acompanhada de um abacaxi ambulante, num entusiasmo do nível: abraçando árvore. No dia do Aparelhinho e Divinas Tetas (ai, meu coração) desbravei caminhos ocultos do SCS pro SBN, passando pelo Eixão tombado e por metade dos cartões postais desta cidade. Das alegrias bestas da vida que a gente esquece sempre: a cidade é nossa e é pra ser vivida assim, gastando sola de sapato, espalhando confete, interagindo com estranhos. Com o coração transbordante por todo ser humano fantasiado que cruza nosso caminho. Quarta-feira chegou trazendo também uma profunda gratidão pelos